sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A vida é como um quadro




A vida é uma tela em branco: Quando nascemos, aos poucos vamos descobrindo pincéis e tintas a nossa disposição.

Quando criança nossa tela é preenchida com cores vibrantes e variadas, as figuras nem tem formas definidas e muitas vezes nem existem figuras, apenas rabiscos.

Enquanto crescemos vamos adicionando forma e volume as nossas pinturas. Às vezes deixam de serem figuras para se tornar em histórias de aventuras e fantasias. A medida que chega a adolescência, as tintas utilizadas ganham tons pastéis gradualmente inclinadas para o cinza. Depende de nossos esforços que as cores voltem a vibrar.

No final da adolescência, início da vida adulta, nossas pinturas mais parecem um quadro de Picasso: as pessoas de fora tentam encontrar significado, mas o autor apenas expressou o que sentia. Quando outras pessoas entram para pintar em seu quadro também complica um pouco.


No início as imagens seguem um padrão, caminham juntas para algum lugar. Mas então um outro quadro que precisa de novas pinceladas aparece e o seu pintor predileto te deixa só. Então, durante um período suas figuras são sempre em cores vermelho carmim de um coração partido, ou num grafite profundo do desejo de vingança. Depois de um tempo, as imagens vão clareando, voltando as suas cores normais, com algumas influências do artista que a deixou.

Você continua pintando seu quadro, preenchendo cada mínimo detalhe e quando você menos espera, outras cores mais intensas aparecem junto com as suas pinceladas. E de repente, não mais que de repente, o professor da escola de artes celestial lhe enviou um novo pintor. Suas cores variam do azul bebê, sereno e tranqüilo, passeando pelo vermelho paixão e terminam no amarelo esperança.

As novas pinceladas se moldam as suas e as suas cores se misturam as deles e ficam nessa adequação por anos, até que um novo quadro em branco aparece: pequeno, frágil e então você descobre que quem te deu os primeiros pincéis e tintas foram seus pais.

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